terça-feira, 8 de abril de 2008

Pedrone Decade

Ainda inspirado na linha JTM dos anos 80, fiz a minha versão com 50 watts, dois canais (drive com a chave 70´s x 80´s, que desativa os diodos de clipping, permitindo uma distorção com mais dinâmica) e reverb de molas.

O falante usado foi um Eminence GB12, com excelente resultado.

O interessante deste projeto é que usa um par de 6L6 na saída, sem realimentação, o que confere um timbre único e rico à essa série de modelos.


domingo, 6 de abril de 2008

Disco Back to Black - Amy Winehouse

Para minha sorte esse disco acabou cruzando meu caminho, apesar da natural reação contrária à mídia que temos (se está na moda, não deve ser bom...).

Bem, ainda bem que eu estava errado. A menina canta como gente grande, excelentes canções (dela) e uma excelente banda tocando.

Ela pode até morrer cedo - prefere viver 10 anos a 1000 do que 1000 anos a 10 - mas mesmo assim terá deixando um legado indiscutível na história da música.

sábado, 5 de abril de 2008

Moedinha n.1

Quem conhece o Tio Patinhas sabe que ele tem um cuidado especial pela sua moedinha n.1 .

Aproveito o dia para postar uma foto do primeiro amplificador que montei - um AX84 de 5 watts com algumas modificações (até cooler removível ele tinha), e cabia numa mochila.

Montei inicialmente com intenção de usar como meu timbre para baixo, com carga fantasma na saída e alimentando meu cabeçote transistorizado. Usei também em algumas gravações de guitarra.

Depois de um tempo, acabei vendendo pelo Mercado Livre para Sergipe, se não me falha a memória.

Apesar de longe, e não saber nem se ainda existe, está registrado como o meu n. 1

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Pedrone British Drive

Baseado no modelo Marshall 1974, executei este combo 1 x10 (falante Eminence), que leva 2 x EL84 na saída e 2 x 12ax7 no pré, com controles de volume e tonalidade.

Separei as duas entradas, cada qual com seu timbre distinto: a primeira tem resposta plena de graves e maior headroom, enquanto a segunda tem um reforço de médios, apresentado saturação de pré de forma mais rápida.

Também inseri um atenuador de potência, reduzindo a potência de saída para 4 watts.


quinta-feira, 3 de abril de 2008

Pedrone SuperClean

Atendendo à um pedido, executei um modelo de tamanho reduzido e sonoridade clássica, que ganhou o nome de SuperClean.

Como o nome já adianta, possui elevado headroom (capacidade de manter o som limpo em altos volumes), usando a seção de pré tradicional Fender Twin. Apesar de soar extremamente limpo e nítido, sua riqueza de harmônicos aumenta o "tamanho" do instrumento, parecendo soar como um coro de guitarras.

Como novidade, incluí uma chave de "tone shift", que altera o ponto de controle do equalizador, fornecendo mais médios ao resultado. Também incluí uma entrada direta pós-tonalidade, perfeita para ligação de pedaleiras e pré-amplificadores externos, usando desta forma o cabeçote como um power valvulado com controle de volume apenas.

Possui 50 watts RMS vindos de um par de 6L6, que se mostram suficientes para a maioria das aplicações em estúdio e ao vivo.


quarta-feira, 2 de abril de 2008

Dica de livro - MIX, o poder da mixagem


Recebi de presente este livro do amigo Rogério Leão, e aproveito o espaço para recomendar fortemente à todos os músicos interessados em saber como fazer soar seu instrumento nas gravações.

O título é "Mix - o poder da mixagem", autor Daniel Farjoun, Editora H. Sheldon.

Claramente o autor passa por todos os processos de registro e mixagem dos instrumentos, mostrando os recursos e efeitos utilizados para criar o espaço e ambiência, além de garantir que a gravação soe bem na maioria dos players.

Digno de nota é sua postura contra o excesso de compressão que é moda vigente, onde todos pensam que para ser melhor é necessário soar mais alto que o concorrente. Parece que os músicos não tem mais coragem de deixar a canção "respirar" - um disco como "Dark Side of the Moon" por exemplo não seria lançado como foi, e suas passagens baixas não trariam o mesmo impacto se fossem tratadas desta forma.

Para que a tecnologia luta para obter mais dBs de faixa dinâmica, se no fim os "produtores" socam tudo nos últimos 5dBs da escala ?

Valiosas dicas de gravação de guitarras são dadas, valendo portanto a leitura até mesmo aos "somente" guitarristas interessados no desenvolvimento de sua sonoridade em estúdio e até mesmo ao vivo.

Segue com o livro um CD com exemplos de gravações e diferentes mixagens, evidenciando os temas tratados.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Válvulas

É muito interessante, à partir de válvulas ruins e tendo cuidado, estudar o interior de alguns tipos conhecidos e entender o significado de sua nomeclatura.

Abaixo temos 3 válvulas de potência - EL34, 6L6 e KT88 - abertas, da esquerda para a direita:




O Pentodo EL34 possui 5 elementos, do centro para fora como catodo (branco, com filamento de aquecimento por dentro dele), grade de controle, grade aceleradora (screen) , grade supressora e placas.

Já a 6L6 e KT88 são tetrodos com feixe dirigido, onde temos catodo, grade de controle, grade screen e ao invés da grade supressora, temos o "guia de emissão", que aparentam ser "janelas" por onde o fluxo de elétrons deve seguir. Logo então temos as placas, responsáveis por coletar os elétrons que saem do catodo.

Apesar de construtivamente serem semelhantes, é nítida a diferença de tamanho entre a 6L6 e KT88, justificando sua maior potência manipulada e preço.

Os duplo triodos série 12a-7 são semelhantes aos expostos, onde temos dois conjuntos de catodo+filamento, grade de controle e placas na mesma válvula.

Notamos também o isolador de mica na base dos elementos (o superior foi retirado para a observação).

Ilustrando o belo funcionamento, temos abaixo uma foto retirada do orkut (não lembro de onde, ou de quem) que as mostra em funcionamento: