domingo, 11 de novembro de 2018

Curso de MIDI simplificado para guitarristas - Pedrone Yeti e Penta Midi - parte final

Para programar os comandos MIDI do modo 2 devemos seguir a mesma lógica anterior. Lembre que os comandos do modo 2 banco A aceso são os mesmo já programados para o modo 1. 
Vamos então gravar os comandos para o modo 2 banco A aceso, e para isso devemos ligar o YETi segurando o botão do loop 8, e daí seguir da mesma forma que fizemos para o modo 1.
Como sempre, temos um vídeo explicativo: 
 
 Para voltar ao modo original de fábrica bastará ligar o YETi pressionando o botão 6 - todos os comandos MIDI serão reestabelecidos aos valores originais. Veja o vídeo para não ter dúvidas:


Vejamos aqui como configurar um pedal Strymon para receber os sinais MIDI do YETI:

 
É isso! Esperamos ter ajudado para desmistificar o mundo MIDI e facilitar a vida e o uso dos pedais e periféricos com o Pedrone YETi. Grande abraço!
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quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Curso de MIDI simplificado para guitarristas - Pedrone Yeti e Penta Midi - parte 3

Antes de tratar dos detalhes de como alterar a configuração de comandos MIDI que o YETI emite, vamos falar de uma característica dos sistemas que ainda não tratamos: o conector MIDI THRU.
Imagine a possibilidade de ter 2 ou mais pedais que recebem MIDI, e poder ligá-los todos no seu YETI - como fazer ? Alguns pedais de efeitos tem a saída MIDI OUT, que precisa sempre ser configurada internamente no pedal para que esta saída passe a atuar também como emissor (repetidor) dos sinais do MIDI IN. Mas existe uma forma mais fácil, que é a ligação pelo MIDI THRU: este apenas repete o sinal que recebeu do MIDI IN e permite a ligação no MIDI IN do próximo pedal, que irá receber os mesmos comandos. Desta forma, pode-se partir de um único emissor (YETI) enviar sinais para diversos receptores MIDI, e se necessário escolher canais diferentes para cada um deles, selecionando quais comandos deverão ser aceitos em cada pedal.

Esta ilustração apresenta a ligação com alguns sintetizadores, e tenho certeza que será fácil entender a lógica "daisy chain" por trás disso:
 

Com esse detalhe bem compreendido, vamos em frente...

Já sabemos que o YETI sai de fábrica com o programa de comandos MIDI OUT que vimos na parte 2 deste artigo, e vamos agora aprender como alterá-los. Mas fique sabendo que, caso deseje voltar aos valores de fábrica, basta ligar o YETI com o botão do loop 6 apertado: ele vai piscar os leds vermelhos por 3 vezes e pronto - os valores de PROGRAM CHANGE originais foram restaurados.

Lembre disso: para voltar aos comandos MIDI originais, basta ligar o YETI com o botão 6 apertado - ele vai piscar e tudo volta ao que era. Simples assim.

Continuando...

Conseguimos bolar uma forma de inserir comandos program change de 0 até 127, além de escolher entre os canais 1 ou 2 para cada um dos programas disponíveis no YETI, inclusive repetindo comandos se desejar. Oferecemos essa versatilidade toda, mas em troca pedimos um pouco de atenção agora - e quem sabe alguma lembrança da matéria "eletrônica digital" e os números expressos na base binária. Sem susto, vai ser mais fácil do que parece.

Veja essa tabela - ela será a base do nosso raciocínio daqui para frente:

Função no programa
canal 1 ou 2 +64 +32 +16 +8 +4 +2 +1
botão do YETI aceso loop 8 loop 7 loop 6 loop 5 loop 4 loop 3 loop 2 loop 1

E se eu disser que essa configuração abaixo emite o comando PROGRAM CHANGE 2 no canal 1 ?
Função no programa canal 1 +2
botão do YETI loop 8 loop 7 loop 6 loop 5 loop 4 loop 3 loop 2 loop 1
apagado apagado apagado apagado apagado apagado aceso apagado

 Já esse aqui manda PROGRAM CHANGE 6 no canal 2:
Função no programa canal 2 +4 +2
botão do YETI loop 8 loop 7 loop 6 loop 5 loop 4 loop 3 loop 2 loop 1
aceso apagado apagado apagado apagado aceso aceso apagado

 Esse faz PROGRAM CHANGE 65 no canal 1:
Função no programa canal 1 +64 +1
botão do YETI loop 8 loop 7 loop 6 loop 5 loop 4 loop 3 loop 2 loop 1
apagado aceso apagado apagado apagado apagado  apagado aceso

Já ficou claro que o loop 8 sempre diz o canal usado: se estiver apagado será canal 1, e se estiver aceso será canal 2, certo ? Vamos a mais alguns exemplos.

Olha um PROGRAM CHANGE 127 no canal 2:
Função no programa canal 2 +64 +32 +16 +8 +4 +2 +1
botão do YETI loop 8 loop 7 loop 6 loop 5 loop 4 loop 3 loop 2 loop 1
aceso aceso aceso aceso aceso aceso aceso  aceso

 Esse é um PROGRAM CHANGE 35 no canal 1:
Função no programa canal 1 +32 +2 +1
botão do YETI loop 8 loop 7 loop 6 loop 5 loop 4 loop 3 loop 2 loop 1
apagado apagado aceso apagado apagado apagado aceso aceso

E esse é PROGRAM CHANGE 0 no canal 1 (nem todos os pedais aceitam esse comando):
Função no programa canal 1
botão do YETI loop 8 loop 7 loop 6 loop 5 loop 4 loop 3 loop 2 loop 1
apagado apagado apagado apagado apagado apagado apagado apagado

Deu para sacar ? Os loops de 1 a 7 tem um número associado, e quando estão ligados (acesos) esse número vai sendo somado. No final, o valor resultante dessa soma será o número do comando PROGRAM CHANGE. Como vimos antes, o loop 8 diz se o canal será o 1 (apagado) ou 2 (aceso).

Para ter acesso ao modo de gravação dos comandos MIDI dos modos 1 e 4 (esses modos emitem os mesmos comandos em cada foot pressionado) basta ligar o YETI com o botão do loop 7 pressionado. Os leds vermelhos piscam indicando o modo de programação e a festa começa.

Que tal um vídeo mostrando isso tudo ?




Na parte final do artigo vamos mostrar como programar os comandos MIDI do modo 2 e como voltar os comandos para os valores originais.


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sábado, 6 de outubro de 2018

Curso de MIDI simplificado para guitarristas - Pedrone Yeti e Penta Midi - parte 2

Para que os equipamentos MIDI conectados possam ter uma conversa útil ao nosso interesse, é importante que os comandos sejam enviados de forma a corresponder exatamente ao que desejamos e que cheguem ao equipamento certo - já que a mesma ordem pode ser aceita por um pedal e ignorada por um rack, por exemplo, e isso pode nos ser muito útil também.

Cabe aqui já explicar que, além do comando MIDI enviado (dizendo o que deve ser feito), existe o CANAL em que esse comando será enviado (dizendo quem deverá fazer). O protocolo MIDI permite o uso de até 16 canais de envio de comandos, e eles servem como "ruas" para o envio das mensagens. Exemplo...ao mandar o comando pelo canal 1 somente aqueles receptores programados para receber mensagens pelo canal 1 irão receber e executar a ordem - e todos os demais receptores programados para outros canais irão ignorar essa ordem. Esse recurso é útil quando temos vários equipamentos receptores ligados a um único emissor, por exemplo, e assim direcionar as ordens para cada um deles: basta especificar em cada receptor um canal diferente e pronto!

A maioria dos equipamentos já vem de fábrica com o canal 1 como padrão de recepção e emissão, e alguns permitem a alteração para outros canais (consulte o manual do seu pedal ou rack). Outra forma comum é a recepção OMNI, o que quer dizer que ele recebe comandos de todos os canais MIDI indistintamente. Agora que você já sabe do que se trata, vai ser fácil entender o manual, certo? Continuemos, então.

Os comandos MIDI são compostos de uma sequência de 2 ou 3 números. Vamos aqui dissecar o querido e útil comando PROGRAM CHANGE, que é composto de 2 números somente.

O primeiro número da sequência enviada informa que se trata do comando PROGRAM CHANGE e em que CANAL está sendo transmitido. Esse número varia de 192 (para o canal 1) a 208 (canal 16). Mas, por favor, não se preocupe com esses números - os pedais vão apenas perguntar o canal desejado na esmagadora maioria dos casos (ou a opção OMNI que atende a todos).

O segundo número transmitido é o relativo ao programa que desejamos, e pode ter valores de 0 a 127. Geralmente o programa 0 não é usado (mas pode, lembre disso) pelos pedais e racks, e então podemos raciocionar do 1 em diante. Um comando MIDI de sequência 192 001 irá mandar pelo canal 1 a ordem PROGRAM CHANGE 1, e os pedais com seus MIDI IN "sintonizados" no canal 1 (ou OMNI) irão mudar seu programa para o número 1. Já um comando 194 005 iria mandar pelo canal 3 o comando PROGRAM CHANGE 5. Mais simples impossível!

Agora que sabemos como mandar os comandos corretamente, vamos ver como fazer os pedais que devem receber esses comandos se comportarem como desejamos.

Os pedais mais completos permitem a edição dos comandos PROGRAM CHANGE que serão aceitos, e que associação deles fazer com os presets já salvos, além da especificação de canal. A pedaleira Nova System é um bom exemplo, pois permite associar seus "bancos" de programas (combinação de efeitos salvos na memória) aos comandos MIDI recebidos (posso programar que o banco A01 entra quando chega o comando PROGRAM CHANGE 2, que o banco C02 entra quando chega o comando PROGRAM CHANGE 15, e quaisquer outras combinações que desejar).

Fizemos até um vídeo específico para a Nova System:



Já pedais mais simples (e nem por isso menos úteis) já tem especificados de fábrica os comandos MIDI que irão receber e que banco de programa irão acionar nesses casos. Temos como exemplo o TC Flashback Delay, que trabalha no modo OMNI (recebe comandos de todos os canais) e que ao receber o PROGRAM CHANGE 1 aciona o preset A, PROGRAM CHANGE 2 aciona o preset B e PROGRAM CHANGE 3 aciona o preset C. Veja que com as facilidades MIDI esse pedal pode se comportar como se fossem 3!

O controlador PEDRONE YETI emite comandos PROGRAM CHANGE de acordo com o banco selecionado em seus foots. No modo padrão de fábrica temos a seguinte configuração (todos comandos enviados pelo canal 1):

 
            YETI TABELA MIDI OUT                            MODOS 1 e 4                         
     banco A  = program change 1                 banco D  = program change 4 banco G  = program change 7
     banco B  = program change 2 banco E  = program change 5       banco H  = program change 8
     
     banco C  = program change 3      banco F  = program change 6 apagado  = program change 0



        YETI TABELA MIDI OUT                           MODO 2                               "A"  APAGADO
     banco A  = APAGADO                 banco D  = program change 4 banco G  = program change 7
     banco B  = program change 2 banco E  = program change 5       banco H  = program change 8
     
     banco C  = program change 3      banco F  = program change 6 apagado  = program change 0




        YETI TABELA MIDI OUT                        MODO 2                             "A"  ACESO
     banco A  = ACESO                 banco D  = program change 12 banco G  = program change 15
     banco B  = program change 10 banco E  = program change 13       banco H  = program change 16
   
     banco C  = program change 11    banco F  = program change 14 apagado  = program change 17


O MODO 3 do YETI não emite sinais MIDI out.


Na próxima parte do artigo vamos aprender como alterar a configuração padrão do YETI, e permitir que ele envie outros comandos PROGRAM CHANGE ao pisar em cada um dos foots de programação.

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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Curso de MIDI simplificado para guitarristas - Pedrone Yeti e Penta Midi - parte 1

SIM, E DAÍ QUE O YETI (e o penta-midi) TEM MIDI OUT ? EM QUE ISSO PODE ME AJUDAR ?

Respondendo rapidamente a pergunta acima, o fato do nosso Controlador YETI dispor da saída MIDI OUT poderá reduzir o tamanho e peso da sua pedaleira, e ao mesmo tempo multiplicar suas possibilidades de uso, coordenando os efeitos dos pedais "inteligentes" disponíveis no mercado atualmente. A ideia é basicamente fazer com um só pedal o que você precisaria de 3 ou mais pedais para fazer.
Os pedais "inteligentes", ou programáveis, podem assumir diferentes efeitos, em diferentes configurações. O mesmo pedal pode ser um reverb longo, e daqui a pouco ele se transforma em um reverb bem curto e logo depois vira um delay estilo "spring". Interessante, não ? E essas mudanças - obviamente - ocorrem nos momentos em que o músico deseja, coordenados com os demais pedais que usa.
Podemos imaginar que o reverb longo seja usado junto com um chorus para uma base, enquanto o reverb curto seja útil com o overdrive e que o delay fique bacana com um fuzz. Fica claro que não adianta o pedal ser inteligente se não pudermos fazer com que seu efeito entre na hora em que desejarmos. Esses pedais tem então, além dos ajustes normais, formas de se passar entre as combinações - quem já usou pedaleiras digitais vai reconhecer os termos "presets", "bancos" e demais. 
Temos então a possibilidade de salvar os diversos conjuntos de configurações, e cada um deles leva o nome de "programa" ou "preset". Cada programa guarda seus ajustes desejados, como tempo de delay, quantidade de feedback, o decay, entre outros parâmetros - é como se guardasse fotos dos ajustes do seu DD7 (dá-lhe Boss!) e pudesse instataneamente fazer com que o pedal "rodasse" os controles sozinhos de acordo com a sua necessidade para executar a música. 
Como se fazia então (antigamente...) para alternar de um delay longo com muito feedback para um curto "slapback" ? Das duas uma...ou se dispunha de dois pedais, com cada um ajustado de um jeito (e o sapateio correspondente para a troca entre eles), ou era necessário o ajuste direto no pedal DURANTE a execução, o que também demandava esforço e coordenação - além de alguma sorte. 
Então de cara já percebemos alguma vantagem no uso dos pedais de múltiplas funções - eles podem assumir diferentes efeitos em um mesmo equipamento, poupando espaço, peso, ligações, energia e dinheiro. Mas o melhor dos mundos seria mesmo que esse pedal inteligente "soubesse" exatamente os momentos em que ele precisaria alterar seus parâmetros - ou, mais precisamente - alternar entres os presets que gravamos nele. É agora que o protocolo MIDI entra em cena para nos ajudar. 
**** MIDI - Musical Instrument Digital Interface ****
O protocolo MIDI foi criado no final dos anos 1980, e basicamente trata da "linguagem" que equipamentos de áudio devem usar para se comunicar entre si dentro do âmbito digital. O MIDI permitiu que sequenciadores, teclados, baterias eletrônicas, sintetizadores, geradores de efeito, computadores e um monte de outros dispositivos pudessem trocar informações e fazer música. Em resumo, o MIDI trata de um cara que "manda" e de um cara que "obedece" - um equipamento envia um comando MIDI para que um outro execute aquele comando, tal como "toque a nota Dó da terceira oitava bem forte", ou "mude o timbre do sintetizador para clarineta", ou "abaixe o volume em 50% até ordem em contrário". 
E onde entra a parte que interessa aos usuários de pedais? Com certeza não desejam que ninguém toque nota alguma por eles, muito menos que mude seu timbre para "clarineta"... 
O protocolo MIDI dispõe de alguns grupos de comandos que executam as mais diversas funções dentro do contexto musical. Dentre esses grupos, um deles se destaca pela sua utilidade dentro do nosso universo guitarrístico - o PROGRAM CHANGE (ou PC). Lembram que nossos ajustes gravados nos pedais levavam o nome de "programa" ou "preset"? Nada mais simples que comandos MIDI chamados de PROGRAM CHANGE façam as mudanças que desejamos, não é mesmo?
O comando PROGRAM CHANGE é então emitido por um equipamento que dispõe de uma saída MIDI OUT (ele é um emissor de comandos), é transmitido por um cabo padrão midi e é recebido por outro equipamento que dispõe de uma entrada MIDI IN, que vai então executar a ordem dada. Já vou revelar aqui a surpresa... o Pedrone YETI é o equipamento emissor (dispõe do MIDI OUT), enquanto que os pedais inteligentes são os equipamentos receptores (com MIDI IN). 
Temos um vídeo do YETi controlando um amplificador Marshall que recebe sinais MIDI: 
E neste outro o YETi controla o Amplitube via interface USB/MIDI:
 Mas como eu "digo" para os dois meninos (o Yeti e o pedal) a forma que eles deverão se comportar ? Como eles vão saber o que eu desejo que eles façam quando eu pisar no foot A do Yeti, por exemplo ? Vamos às respostas destas e de outras questões na próxima parte desta matéria - até lá !

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quarta-feira, 19 de setembro de 2018


FEIRA MUSIC SHOW EXPERIENCE 2018 - SUCESSO DE PÚBLICO E CRÍTICA

De 13 a 16 de Setembro de 2018 aconteceu a feira Music Show Experience, no SP Expo. Participamos do evento no stand da Pedrone Amplificadores, onde levamos toda nossa linha de produtos, dentre eles os amplificadores valvulados para guitarra Pegasus, Super Clean, Overdone, Buffalo e VX15, além do modelo de baixo Super Clean com 100 watts. Também foram expostos os chaveadores inteligentes já consagrados da Pedrone: o Penta-5witch, o Penta Midi e o Yeti, além do fuzz valvulado Stranger Fuzzings.

Vejam algumas fotos do evento:



Fuzz Valvulado Stranger Fuzzings - Henry Ho B&H Luthieria testando os amplificadores - Pedrone Overdone e caixa Rox Stage





Mateus Canteri e Pedrone Overdone na cor Surf Green - Pedrone e Zepp Amplification - Stand Pedrone na Music Show 2018




Modelos Pedrone na Music Show - Stand Pedrone na Music Show 2018 - Wladi Buosi e o Pedrone Super Clean no stand da Mesk Pedalboards

E aqui o vídeo do amigo Marco Lobo, que fez uma visita ao evento e deixou registrado em seu canal no Youtube:



 

terça-feira, 11 de setembro de 2018

FEIRA MUSIC SHOW

13 a 16 de Setembro de 2018, Quinta-feira a Domingo

10h às 18h (5a e 6a feira)
13h às 20h (Sábado)
10h às 17h (Domingo)


SÃO PAULO EXPO - Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 - Vila Água Funda, São Paulo - SP, 04329-900

Convidamos todos os amantes da música e visitar a feira deste ano, em novo local, com muitas novidades e inovações. Visite o stand Pedrone na seção Handmade 15, com lançamentos e área de demonstração.

Whatsapp Pedrone (11) 94262-1509


quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Pena-5witch, Penta Midi ou Yeti com Noise Supressor / Gate / Reduction

Vamos seguir com o tema dos chaveadores inteligentes Pedrone - mas considere também que o que tratamos aqui também serve para outras marcas.

Uma dúvida muito comum é quanto ao uso de supressores de ruído com o chaveador. Já devemos dizer que cara que os pedais que buscam reduzir o ruído do sistema funcionam melhor quando ligados (e se puderem) em conjunto com o loop de efeitos do amplificador - o que de cara já exige um pedal com 4 jaques.


Um pedal de 4 jaques muito comum e eficiente para a supressão de ruídos é o Boss NS-2.

O funcionamento desses pedais de 4 jaques é mais eficiente pois ele "captura" a existência de sinal da guitarra (uma nota tocada ou seu sustain) logo perto do instrumento, e a atuação do gate (corte de som) se dá mais avante na cadeia de sinal. Esse sistema faz com quem todo o ruído que esteja antes do loop seja cortado, e isso inclui o ruído de fundo da guitarra, do pré do amplificador, dos pedais de boost e drive. Já os efeitos que ficam após o loop - tais como ambiências, modulações e afins - não são afetados pelo gate e podem permanecer com a naturalidade de funcionamento. Um exemplo dessa maravilha é um reverb que mantém sua "cauda" (ou tail) após a nota original ser cortada pelo noise gate, o que mascara muito bem sua atuação e deixando todo o timbre mais natural.

Vamos ilustrar o uso do NS-2 com um chaveador Pedrone Penta Midi, um amplificador Pedrone Pegasus, um patch bay GUITARTECH, um drive MADCAT também da Guitartech e um Digital Reverb RV-5 da Boss.

A primeira forma de montagem (abaixo) coloca o MadCat no loop 2 do Penta e o Reverb no loop 5, deixando os loops 1 e 4 livres. O loop 3 faz a "ponte" para o send/return do amplificador, e deverá ficar ativo todo o tempo e em todos os programas. Com esse esquema de ligação, os loops 1 e 2 do Penta ficam antes da entrada do amplificador, sendo ideais para pedais de drive, boost e afins. Já os loops 4 e 5 ficam disponíveis para ligação no send/return de efeitos do amplificador, e são os ideais para efeitos de ambiência e modulação.



Esta ligação fará com que o Noise Gate atue sempre e em qualquer preset do Penta Midi, fazendo o corte logo antes dos pedais de ambiência que estão no send/return do amplificador, assim mantendo a naturalidade do corte de ruídos realizado.

Para quem deseja poder escolher quais momentos ou combinações de pedais deverão contar com o Noise Gate sugerimos o seguinte esquema de ligação:


Temos neste esquema o deslocamento de dois jaques do NS2 para o loop 4 do Penta Midi. Estes dois jaques atuam fazendo o corte do sinal, no momento em que ele fica abaixo do ponto ajustado de corte no Threshold do pedal. Desta forma o sistema de redução de ruídos só estará ativado quando o loop 4 do Penta estiver acionado. Esta forma pode ser interessante para quem busca redução de ruídos apenas em programas específicos, tal como uma distorção mais pesada.

Vale lembrar que o ideal para manter os ruídos dos sistemas de pedais em um nível baixo é usar cabos de qualidade, fontes adequadas, ligações curtas e aterramento real. Mas, se ainda assim o ruído incomoda, o uso (correto) do Noise Gate poderá ajudar!

Mais um recado...nosso Pedrone Whatsapp (11) 94262-1509 está a disposição para dúvidas ou esclarecimentos sobre os equipamentos.